terça-feira, 26 de outubro de 2010

E de pensar que não suportava algumas músicas... Parece tão simples, isso de "passar a gostar" de algumas coisas. Mas esses detalhes fazem a maior diferença. Percebo que ser mais sociável, às vezes nem é tão difícil assim. Sei que passar a gostar de conversar mais com as pessoas é muito mais complicado que gostar de músicas que antes não conseguia ouvir (porque eu sei que as músicas realmente são boas, e que as pessoas, não são assim, interessantes). Mas conversar nem que apenas "socialmente" já é um bom passo, e já é algo para se ter orgulho, pelo menos para mim.
É gigante, muito mesmo, a saudade que sinto de conversar com algumas pessoas. Saudade de ter o que dizer. Fica difícil aqui com tantas limitações, eu conseguir me expressar. É um bando de gente careta para ouvir, e falar caretices. Eu definitivamente não pertenço àquela escola, muito menos à essa cidade. Eu não me encaixo em tanta conversa fiada. Não faço parte dessa juventude que vive apaixonada, feliz, despreocupada.
Preciso sair e comprar um amigo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Estava sentindo uma vontade de postar aqui hoje, mas estava tão estranha, as coisas estão aparecendo nubladas demais pra mim. O que me faz querer escrever anda grande demais para ser só inspiração. Está vazio. Eu sou uma pessoa feliz, eu sei disso, mas eu sinto que está sempre faltando... Me sinto injusta pensando e me sentindo assim, mas eu não posso evitar. Minha cabeça parece uma estranha para mim, às vezes eu me assusto com alguns pensamentos.
Eu não queria estar aqui. Eu não queria estar com essas pessoas. Eu não queria ter pensamentos que me fazem acreditar em coisas que não existem. Eu não queria esperar coisas que não existem. Eu não gosto de me sentir assim. Eu não gosto de ter que explicar as coisas. Eu nem sei explicar as coisas. Eu espero o dia em que ser eu seja apenas normal. Eu espero as respostas. Espero que algum dia alguém apareça e simplesmente diga "-Ei, não se preocupe, isso vai passar, as outras pessoas também se sentem assim, é só uma fase.", ou que pelo menos aparecesse alguém e só dissesse "-É isso aí, é exatamente isso, ou melhor, é só isso, não faz sentido, não tem que fazer sentido, você pode parar de buscar explicações para tudo, porque elas simplesmente não existem." . Acho que seria mais fácil assim, colocar um fim no meu conto de fadas, que já anda capengando a um bom tempo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

  Caro Leitor Assíduo,

Não se sinta confuso com o que escrevo aqui. Resposta à primeira pergunta:
Sim, todos os posts refletem aquilo que sinto de verdade, e as coisas em que eu realmente acredito.
Mas não se preocupe com isso, eu, assim como você, sou um ser humano, ahh novidade hein, mas o que eu quero dizer é que como qualquer outra pessoa, eu tenho alguns momentos de alta e alguns momentos de baixa, e tenha certeza que todos os textos aqui saem de um ou de outro desses momentos, e por isso, a maioria deles é tão estranha.
Qual é mesmo a segunda pergunta?
Ah sim, essa precisaria de uma filosofia bem complexa e de um tempo bem extenso para que eu pudesse responder, e eu não ando com nenhum dos dois ultimamente, mas talvez você encontre partes dessa resposta aqui mesmo, algum dia.
  Obrigada por ser corajoso o suficiente para ler e tentar entender o que escrevo aqui.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eu queria falar de amor e de paixão
Queria tê-los sempre à mão
Queria escrever sobre flores e seus aromas
Queria citar versos doces e ensolarados
Queria descrever mais sonhos contados
Eu queria pôr no papel a alegria ingênua
Queria celebrar vidas tranquilas, felizes, serenas
Queria me alegrar com um raio de sol,
Queria esquecer as setas, placas, luzes, sinais...
Queria me entregar inteira para as pessoas
Eu queria fazê-las felizes, queria deixá-las marcadas
Eu queria menos histeria, menos estragos,
Queria mais fins de tarde inesperados...

Mas o que eu vejo são sentimentos banalizados,
O que eu vejo são flores industriais, aromas artificiais
Tudo o que eu vejo são mentiras diárias
O que eu vejo são pesadelos, são fantasmas íntimos
O que eu vejo é rancor, inveja, egos infinitos,
Só o que eu vejo são vidas iguais, em preto e branco
O que eu vejo é só calor, suor, cansaço
E eu ainda vejo muitas e muitas setas, placas, luzes e faróis
Eu me vejo presa, nos falta coragem
As pessoas, eu não posso tocá-las, as leves marcas feitas desaparecem
Eu vejo a loucura cada vez mais dentro de cada um
Vejo tudo cada vez pior,
Só o que vejo são passos em falso,
Tudo o que vejo são noites iguais.

sábado, 2 de outubro de 2010

E sua falta criou de novo um abismo dentro de mim.