Um mosaico de sentimentos. É difícil saber do que se gosta e o que se quer da vida. Sabe, pensar é saudável mas dói tanto. Fugir de pessoas e do que se sente também dói bastante. Tenho doído sempre que começo a pensar demais. Eu tenho vontade de não sentir mais vontade. De desejar só aquilo que eu tenho e poder ser feliz sem ficar procurando um motivo pra tudo, uma razão pra tudo. Sou uma insatisfeita constante. Se me sinto bem, não consigo acreditar que sinto-me bem de verdade, então trato de procurar rápido por motivos que me tragam de volta a mim, de volta a doer. Isso que está aqui dentro agora, é como uma desesperança ingrata, é como não saber o que esperar e ainda assim arrumar-se, sentar-se e colocar-se a espera, é como não saber se deveria mesmo colocar tudo isso em palavras, mas mesmo assim o fazer, sem esperar que mude algo, mas desejando que mude. Se volto a escrever textos desse tipo talvez seja porque começo a voltar ao normal, talvez eu esteja deixando passar de vez a sensação de falsa felicidade que pensei viver por tantas semanas... Intermináveis semanas.
As coisas não precisam ser assim, não é?
sábado, 28 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Eu perdi meus óculos na sexta-feira durante uma aula de campo, embaixo do sol da manhã e do meio dia (a aula foi muito longa), no meio do cerrado - cerradão mesmo, na verdade, senso restrito, mas não importa, muitas árvores iguais, muitas formigas, e muito mato. Ainda me sinto chateada com isso...
Isso não foi um fato isolado, e isso sim é assustador, ultimamente tenho perdido objetos, compromissos, ônibus, o sono e a sanidade, "meus dias têm tido uma atmosfera onírica e andam passando muito rápido" (M. Destro).
- Vai ver é tuberculose... Mãe, a Amanda tá com tuberculose.
Sou eu perdendo a saúde também.
Nesse fim de semana, eu me senti estranhamente sentimental. No sábado completou uma data importante pra mim, e hoje, domingo, foi dia das mães, foi bom, mas me deu um aperto estranho, acho que minha mãe é definitivamente minha pessoa preferida.
Hm... Just like watching the detectives, Don't get cute! It's just like watching the detectives. I get so angry when the teardrops start, but he can't be wounded 'cause he's got no heart... *eu cantando* Nesse momento eu sinto vontade de favoritar todas as músicas do Elvis Costello...
Às vezes eu me pego olhando pro nada e pensando em nada, minha cabeça fica completamente vazia, eu queria poder não me preocupar com nada, pelo menos não com as coisas muito pequenas. Meus planos falhos são frustrantes. Eu vejo coisas que me fazem tão mal, eu não sei lidar com o que eu sinto, e eu não sei parar de procurar por essas coisas.
Isso não foi um fato isolado, e isso sim é assustador, ultimamente tenho perdido objetos, compromissos, ônibus, o sono e a sanidade, "meus dias têm tido uma atmosfera onírica e andam passando muito rápido" (M. Destro).
- Vai ver é tuberculose... Mãe, a Amanda tá com tuberculose.
Minha irmã querendo me animar, fazendo suposições sobre minha tosse de velho, pra alguns, de ~~Marli-do-MP~~ pra outros e de fumante compulsivo pros demais, que não vai embora nunca...
Sou eu perdendo a saúde também.
Nesse fim de semana, eu me senti estranhamente sentimental. No sábado completou uma data importante pra mim, e hoje, domingo, foi dia das mães, foi bom, mas me deu um aperto estranho, acho que minha mãe é definitivamente minha pessoa preferida.
Hm... Just like watching the detectives, Don't get cute! It's just like watching the detectives. I get so angry when the teardrops start, but he can't be wounded 'cause he's got no heart... *eu cantando* Nesse momento eu sinto vontade de favoritar todas as músicas do Elvis Costello...
Às vezes eu me pego olhando pro nada e pensando em nada, minha cabeça fica completamente vazia, eu queria poder não me preocupar com nada, pelo menos não com as coisas muito pequenas. Meus planos falhos são frustrantes. Eu vejo coisas que me fazem tão mal, eu não sei lidar com o que eu sinto, e eu não sei parar de procurar por essas coisas.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
I can't get you outta of my mind, oh, no no... O trecho ziguezagueava infinitamente em meu subconsciente. A música não saía de minha cabeça assim como A-Garota-de-Sorriso-Brilhante também não. Nem era pela presença física dela, era o que ela me representava, a minha liberdade e a dela. Ela era livre, ela sabia como ser livre sem incomodar as outras pessoas, tudo que ela falava e fazia parecia ter sentido, mesmo que não tivesse de fato. E ela sorria. Quando ela fazia isso era como se meus lábios a quisessem seguir, se abrindo também. Garota que mudou meus dias uma vez, e outra depois, e várias outras em seguida, eu podia falar dos seus olhos, seus cabelos ou sua pele (Ah!), mas seu sorriso chega a causar palpitações.
Os Ramones continuam tocando no último volume no meu fone, minhas costas continuam doendo, meus exercícios continuam em branco, eu não tenho tido muito tempo de escrever e o que me sobra tem dado em textos como:
"O sol a pino dava brilho às copas das árvores. A areia branca e fina lhe penetrava os dedos dos pés como um veludo macio. A água seguia lentamente seu curso e podia-se ouvir os barulhos dos pássaros e de alguns insetos. Folhas estralavam às suas costas e por um instante pensou ter sentido um sopro quente em seu pescoço..." ... é só, não consegui continuar, essa situação tem se repetido várias vezes nas últimas semanas, não sei o que fazer. E agora? Será que tenho me tornado escrava dos números e desconhecida das palavras?
"O sol a pino dava brilho às copas das árvores. A areia branca e fina lhe penetrava os dedos dos pés como um veludo macio. A água seguia lentamente seu curso e podia-se ouvir os barulhos dos pássaros e de alguns insetos. Folhas estralavam às suas costas e por um instante pensou ter sentido um sopro quente em seu pescoço..." ... é só, não consegui continuar, essa situação tem se repetido várias vezes nas últimas semanas, não sei o que fazer. E agora? Será que tenho me tornado escrava dos números e desconhecida das palavras?
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