É, passou mais um dia e o que foi que eu fiz? Eu não faço nada, é incrível, muita gente acha até difícil eu não fazer nada todo dia, o dia todo, mas eu realmente não faço.
Que cara de pau a minha, na verdade eu nem me sinto culpada. Acho que me acostumei a essa passividade. Eu talvez até quisesse reagir, mas não sei como, eu de verdade não sei fazer isso. Talvez o blog seja um erro, eu percebo que eu gosto muito mais de ler o que outros escrevem do que de escrever mesmo.
Já estou em falta com esse blog praticamente desde que comecei.
Tive momentos em que postei sinceramente, mas muitos outros em que só fiquei em silêncio no meio das minhas milhares de anotações à caneta feitas no meu velho caderno de capa azul.
A verdade é que me sinto tão vazia e entediada que não consigo mais escrever. Sofrer não é ruim, pelo menos me rende uns textos melodramáticos o suficiente para eu achar interessante postar, mas eu ando meio "sem sentidos" esses dias. Eu até que me sinto bem, mas não o suficiente para textos otimistas e muito menos sinto o que senti tantas vezes nos últimos meses. E se eu começo a pensar nisso eu começo a sentir uma angústia estranha porque eu nunca chego a nenhuma conclusão, eu me sinto completamente perdida, eu nem consigo enxergar o problema de fato, eu nem sei se há um problema, isso tá tão chato, esses dias calmos, essa cabeça vazia de pensamentos produtivos, essa falta de assunto. To cansada de acordar tarde, cansada de ouvir as besteiras vazias de pessoas próximas - eu me sinto mal com isso, mas será que não dá pra perceber que eu não estou interessada? -, cansada de ver filmes que não tem um bom roteiro, eu queria saber como podem existir pessoas que façam filmes tão ruins como os que eu vi hoje, me dá um desânimo, estou cansada das minhas músicas velhas (é muito ruim dizer isso, me sinto mal mesmo), e do barulho da tv que nunca acaba, desse frio que congela meus pés quando estou no computador, dessa preguiça de responder os recados e emails e ligar pra pessoas a quem devo notícias a dias, e da bagunça do meu quarto, eu sinto raiva daquela caixa, ali no canto, que eu ainda não desfiz desde a mudança...
As coisas devem melhorar na semana que vem, assim espero de verdade, quero de volta minhas dores de cabeça, meus momentos psicóticos à espera de algum ônibus abençoado pra me levar a algum lugar muitas vezes nada interessante mas que no fim das contas é o que me faz bem, o que me faz sentir muito prazer em estar de volta em casa, ligar o computador e morrer na voz do David Byrne.
Preciso de algo pra preencher os meus dias, e preciso de um par de meias e de um pão de queijo.
sábado, 22 de janeiro de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
É impressionante como alguns momentos fazem diferença nos nossos dias... Bom, é difícil tomar atitudes, sair do casulo confortável, encarar algumas situações, mas quando se cria coragem pra fazê-lo, o retorno é muito positivo. Eu falo de sentimentos. E olha que coisa incrível, esse é o primeiro post de 2011, é meio bobo isso, mas eu sinto que comecei a me mexer, é simples, é só me esforçar um pouquinho e esquecer por alguns instantes "o que será que os outros vão pensar?", e eu decidi não me importar mais se eu parecer meio boba. Vai ser uma mudança e tanto. As coisas têm que começar a se acertar certo?
"Vou me afundar na lingerie, babe" ! É, já era tempo.
"Vou me afundar na lingerie, babe" ! É, já era tempo.
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