terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Era engraçado como passava seus finais de semana em casa, sempre só, mas aparentemente tão seguro, recolhido entre pilhas de livros e filmes, procurando músicas novas e se entupindo das velhas, sempre se perguntava como pessoas faziam trabalhos tão impressionantes; nesses momentos sentia orgulho em fazer parte de tudo isso. Eram horas e horas se afogando em litros de chá, mergulhado em si mesmo.



Se alegrava quando conseguia escrever algo verdadeiro. Poderia escrever a qualquer momento que quisesse, mas eram raros os que conseguia descrever exatamente como se sentia.



Em várias ocasiões se lembrava de sentir medo, mas pelo menos durante o dia, durante a leitura, música e cinema estava realmente em paz e nem se importava que momentos de maus pensamentos voltariam novamente. Mas não queria falar sobre isso, se distraía e queria pensar só em si mesmo e em como se realizava ali, sozinho, apenas vivendo, vivendo e vendo a vida simples como deveria ser.