sábado, 23 de julho de 2011

Meu coração acelera quando coloco Amy pra tocar. Sinto-me mais afetada agora do que pensei que ficaria quando isso acontecesse. A Amy era mais que minha cantora e minha voz favoritas, era a imagem mais legal da minha adolescência, era a primeira artista que eu gostei de verdade, a primeira que eu senti que poderia amar pra sempre, sem enjoar. Quando ganhei o DVD Back to Black - Live in London, no meu aniversário de quinze anos lembro que assistia todos os dias, ninguém em casa aguentava mais me ver assistindo o mesmo filme direto, isso por uns seis meses. Eu fiquei aturdida mesmo pelo modo como me senti, eu nunca perdi um ídolo da minha época.

A Amy é sempre minha lembrança de dias felizes - por vezes até demais inclusive -, e motivo de assunto longo sobre como ela sairia dessa má fase e voltaria de novo, toda bonitona, de desenhos engraçadinhos e companhia pra horas desesperadas (em dias não tão felizes assim). É um tanto bobo dizer isso e me sentir como me sinto agora, mas podia me sentir ligada a ela quando ouvia sua música. Amy era tão humana, e tão incrivelmente talentosa, que de alguma maneira conseguia me fazer sentir toda aquela emoção, solidão e dor que transformava em canções.

Esse post não é pra por em dúvida a contribuição para a música que ela tenha dado, ou discutir os efeitos das drogas na sociedade moderna, é só porque eu sinto que preciso escrever sobre isso, escrever sobre como Amy Winehouse trouxe beleza para a minha vida.

Eu não consigo escrever muitas coisas bonitas, muito menos sei descrever o que senti hoje, há tristeza em mim e um bocado de pena também. Amy foi demais mesmo.