quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Luzes negras
Cabeças batendo
Você é a minha droga
Nós vivemos isso
Você está bêbado, você precisa disso
Amor de verdade, eu vou te dar isso

Então nós somos feitos para ficar juntos
Nós bebemos a dose fatal
Então amamos até sangrar
Então nos separamos em partes

Você desperdiçou o seu tempo,
Com o meu coração.
Você se queimou
E se as pontes têm que cair, você cairá com elas

Portas batem
Luzes negras
Você partiu
Volte...
Continue longe,
Continue limpo
Eu preciso que você precise de mim

Então nós somos feitos para ficar juntos
Nós bebemos a dose fatal
Então amamos até sangrarmos
Então nos separamos em partes.
 
Lykke Li

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Vício

Antigos fantasmas voltaram a lhe fazer companhia. As coisas iam bem e ela não conseguia entender por que isso tinha que acontecer. Como num quebra-cabeças, se sentia aquela peça que foi colocada à força naquele lugar. Mas o problema nem era esse dessa vez. Até que no quebra-cabeças em que vivia, começava a se ajustar, a se encaixar lentamente.
É que antigas lembranças voltaram a perturbar. E elas eram tão destrutivas. E eram tão agradáveis... Não podia parar... A Idealização era tranquilizante, ajudava-a a dormir e fazia-a sentir-se bem.  Depois vinha a culpa e a promessa de parar de fazê-lo, quebrada novamente. Vício.
 Mas era impossível evitar. Distraía-se e começava tudo de novo. Vozes, braços... Vozes, mãos e olhos... Precisava de mais, muito mais... Não ia parar, não podia... Era difícil entender; ninguém poderia.
     Vício... Ela era seu vício e sua dor, seu castelo e sua ruína. Quanto mais isso deve durar?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

É a ansiedade novamente cortando meu barato.
Assustava-se com fantasmas invisíveis
Criava monstros que não existiam
A casa vazia trazia a loucura
A forma mais incrível de perdição,
A cabeça parecia um vírus
Repassando apressada, passo a passo,
Tudo de novo e de novo,
Circulando apressada o mundo inteiro
Mas era ela própria a infectada,
E tomada por completo por uma discreta insanidade...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eu queria dizer que me sinto livre, mas minha liberdade é tão limitada. Todos esses valores e esse pudor, essa grande conciência e responsabilidade, essa força em manter tudo no lugar, esse medo de me afundar no caos, são minhas grades, delineiam minhas ações, geometrizando-as, limitam meus instintos, minimizando-os, cerram meus olhos, cegando-me.
Minhas grades devoram meus leões, são gélidas e me congelam também, me fazem querer trilhar o caminho certo, me tornam passiva ante minhas emoções. Uma raposa temendo as ovelhas. Um deus temendo o poder.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E de pensar que não suportava algumas músicas... Parece tão simples, isso de "passar a gostar" de algumas coisas. Mas esses detalhes fazem a maior diferença. Percebo que ser mais sociável, às vezes nem é tão difícil assim. Sei que passar a gostar de conversar mais com as pessoas é muito mais complicado que gostar de músicas que antes não conseguia ouvir (porque eu sei que as músicas realmente são boas, e que as pessoas, não são assim, interessantes). Mas conversar nem que apenas "socialmente" já é um bom passo, e já é algo para se ter orgulho, pelo menos para mim.
É gigante, muito mesmo, a saudade que sinto de conversar com algumas pessoas. Saudade de ter o que dizer. Fica difícil aqui com tantas limitações, eu conseguir me expressar. É um bando de gente careta para ouvir, e falar caretices. Eu definitivamente não pertenço àquela escola, muito menos à essa cidade. Eu não me encaixo em tanta conversa fiada. Não faço parte dessa juventude que vive apaixonada, feliz, despreocupada.
Preciso sair e comprar um amigo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Estava sentindo uma vontade de postar aqui hoje, mas estava tão estranha, as coisas estão aparecendo nubladas demais pra mim. O que me faz querer escrever anda grande demais para ser só inspiração. Está vazio. Eu sou uma pessoa feliz, eu sei disso, mas eu sinto que está sempre faltando... Me sinto injusta pensando e me sentindo assim, mas eu não posso evitar. Minha cabeça parece uma estranha para mim, às vezes eu me assusto com alguns pensamentos.
Eu não queria estar aqui. Eu não queria estar com essas pessoas. Eu não queria ter pensamentos que me fazem acreditar em coisas que não existem. Eu não queria esperar coisas que não existem. Eu não gosto de me sentir assim. Eu não gosto de ter que explicar as coisas. Eu nem sei explicar as coisas. Eu espero o dia em que ser eu seja apenas normal. Eu espero as respostas. Espero que algum dia alguém apareça e simplesmente diga "-Ei, não se preocupe, isso vai passar, as outras pessoas também se sentem assim, é só uma fase.", ou que pelo menos aparecesse alguém e só dissesse "-É isso aí, é exatamente isso, ou melhor, é só isso, não faz sentido, não tem que fazer sentido, você pode parar de buscar explicações para tudo, porque elas simplesmente não existem." . Acho que seria mais fácil assim, colocar um fim no meu conto de fadas, que já anda capengando a um bom tempo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

  Caro Leitor Assíduo,

Não se sinta confuso com o que escrevo aqui. Resposta à primeira pergunta:
Sim, todos os posts refletem aquilo que sinto de verdade, e as coisas em que eu realmente acredito.
Mas não se preocupe com isso, eu, assim como você, sou um ser humano, ahh novidade hein, mas o que eu quero dizer é que como qualquer outra pessoa, eu tenho alguns momentos de alta e alguns momentos de baixa, e tenha certeza que todos os textos aqui saem de um ou de outro desses momentos, e por isso, a maioria deles é tão estranha.
Qual é mesmo a segunda pergunta?
Ah sim, essa precisaria de uma filosofia bem complexa e de um tempo bem extenso para que eu pudesse responder, e eu não ando com nenhum dos dois ultimamente, mas talvez você encontre partes dessa resposta aqui mesmo, algum dia.
  Obrigada por ser corajoso o suficiente para ler e tentar entender o que escrevo aqui.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Eu queria falar de amor e de paixão
Queria tê-los sempre à mão
Queria escrever sobre flores e seus aromas
Queria citar versos doces e ensolarados
Queria descrever mais sonhos contados
Eu queria pôr no papel a alegria ingênua
Queria celebrar vidas tranquilas, felizes, serenas
Queria me alegrar com um raio de sol,
Queria esquecer as setas, placas, luzes, sinais...
Queria me entregar inteira para as pessoas
Eu queria fazê-las felizes, queria deixá-las marcadas
Eu queria menos histeria, menos estragos,
Queria mais fins de tarde inesperados...

Mas o que eu vejo são sentimentos banalizados,
O que eu vejo são flores industriais, aromas artificiais
Tudo o que eu vejo são mentiras diárias
O que eu vejo são pesadelos, são fantasmas íntimos
O que eu vejo é rancor, inveja, egos infinitos,
Só o que eu vejo são vidas iguais, em preto e branco
O que eu vejo é só calor, suor, cansaço
E eu ainda vejo muitas e muitas setas, placas, luzes e faróis
Eu me vejo presa, nos falta coragem
As pessoas, eu não posso tocá-las, as leves marcas feitas desaparecem
Eu vejo a loucura cada vez mais dentro de cada um
Vejo tudo cada vez pior,
Só o que vejo são passos em falso,
Tudo o que vejo são noites iguais.

sábado, 2 de outubro de 2010

E sua falta criou de novo um abismo dentro de mim.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

E se fosse possível eu me levantar daqui agora e sair para qualquer lugar, se fosse possível eu deixar tudo quieto, parado, tranquilo, se fosse possível eu te escrever contando como estou me sentindo, se fosse possível eu me esquecer de sonhos que me tiram o sono, se fosse possível a gente estar sempre com alguém, se fosse possível eu me apaixonar por outra pessoa nesse exato momento, se fosse possível diminuir essa vontade, se fosse possível se contentar com bem pouco...
  Eu procuro uma rota tranquila, que me traga paz, mas as coisas se complicam, eu me perco sempre na metade do caminho, eu mudo de ideia, e eu não sei mais se tudo isso realmente pode se tornar possível um dia. E eu não sei se eu quero.

domingo, 26 de setembro de 2010

É tão impressionante como existem músicas que nos fazem lembrar certos momentos da nossa vida. É, isso é um clichê, mas é um bom clichê para esse momento. Pessoas se aproximam de nossas vidas, trazem sua bagagem de sentimentos, pesares e sonhos, e nos mostram o quão linda pode ser essa vida. Apareceram-me algumas pessoas assim há alguns anos e transformaram minha vida. Eles me abriram um leque tão grande de opções, que hoje, quando eu olho para o que eu era e o que eu sentia antes deles aparecerem, eu percebo que eu simplesmente não sabia o que era a amizade. Eu não sabia, e hoje eu sei. É tão bom. Eu sinto que formei minha personalidade nos últimos – principalmente – três anos, e eles fazem parte disso. Eu aprendi a importância de CONSERVAR. Aprendi a importância de conservá-los sempre perto, mesmo estando longe. De conservar nosso carinho mútuo, para que ninguém espere algo a mais, para que seja sempre assim, bilateral. Mas eu citei o clichê da música, porque hoje eu estava ouvindo e me lembrei de vocês, o que eu quero dizer é que eu sinto falta de vocês, sinto todo dia. Preciso das suas ideias, preciso de seus comentários maldosos e hilários, preciso sentir que estamos perto. Preciso de mais Amy Winehouse junto de vocês.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Por que elas não param de fingir? Por que não tiram a maquiagem? Na verdade elas não conseguem aceitar o quanto são pequenas, elas devem sentir medo de um dia encarar as outras pessoas, e de repente perceber que são todas iguais. E então, pra se proteger, elas começam a encarnar papéis, e vão se tornando cada vez melhores nisso, até que em um dia, elas já não sabem mais quem é o personagem e quem é seu interior de verdade. Elas se perdem, e como as outras estão perdidas também, elas já nem se importam mais, porque é impossível reconhecer o que é teatro e o que não é. E assim seguem-se as relações sociais. Ninguém ouve ninguém, ninguém está a fim de ajudar, ninguém quer se levantar primeiro. Elas não querem buscar respostas ou saídas para essa situação. Elas não se importam. Elas só querem chegar em casa, ligar a televisão e assistir à novela das sete. Elas não querem se comprometer, não querem entrar em guerras, não querem que nada seja diferente. Elas estão seguras com suas viseiras e tapa-olhos. Estão seguras em baixo de suas maquiagens. Elas já não tem vontades, não escutam mais, não comem mais, não falam, nem sentem mais. Elas apenas atuam.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Não sei se é verdadeiro
Não entendo o que é de verdade,
Eu penso em você e em nós
Eu gosto de tudo que fala
Tudo que ouve, assiste e escreve
Gosto dos seus erros de português
Te procuro em tudo e em todas.
Como pode eu me sentir assim,
Se qualquer pensamento com você é apenas
Uma ideia distante e improvável?
Você não é real, não é verdadeira
Você nasceu de um sonho meu
E ainda assim me faz sentir vazio,
Solidão, desejo e saudade
Você não é real e eu te sinto
Te sinto, inteira, dentro de mim
Você não é real e eu te quero
Te quero inteira, pra me fazer feliz.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dia diferente hoje.

"Ya tuve ir obligado a misa, ya toqué en el piano Para Elisa, ya aprendí a falsear mi sonrisa, ya caminé por la cornisa..."  ushaushaushauhsuahsuah Foi engraçado.
Às vezes é bom dar uma de doida e entrar de cabeça em coisas estranhas. Eu quase passei mal hoje pra cantar essa música (parece exagero, mas não é), mas o problema todo não foi só cantar uma música em espanhol.
Meu receio era sair do meu "casco", da minha carranca usual, da minha armadura protetora, e ir com toda a coragem fazer o que eu amo fazer sozinha em casa - cantar - na frente de umas pessoas que, de verdade não fazem parte do meu mundo. Então estava eu ali, "ficando nua" pra um monte de terráquios estranhos...
Sem dúvida eu saí da rotina. E o estranho é que eu achei legal (em partes), mas mesmo assim, isso tudo acaba sendo muito contraditório. E então eu fico sem saber o que pensar. Concluindo isso, também concluo que o dia nem foi tão diferente assim.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Às vezes eu penso que toda aquela bobagem de se sentir mal, diferente, desconfortável em alguns lugares, é na verdade muito saudável. Eu demoro a me acostumar com um ambiente novo, mas isso não quer dizer que isso é ruim. Eu me pergunto como as pessoas se conhecem em um dia, e então no outro já são grandes amigas, ou estão loucamente apaixonadas, ou coisas do gênero... É tão difícil se entregar pra um amigo, uma paixão, um trabalho ou um sonho... Eu penso é que todas as pessoas confundem tudo, elas confundem animação com amor, elas querem acelerar as coisas, querem tudo na mesma hora... Será que elas não percebem que fazendo isso elas perdem o melhor do negócio todo? E isso estraga tudo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Enfim criei coragem pra ta aqui. É tão exitante. Eu acho que é isso que se deseja desde sempre, que alguém ouça o que você tem a dizer... Mesmo que não seja assim, interessante. Vamos começar!